20/01/2011


Pesca amadora x pesca profissional: vitórias expressivas e menores mostram quem é mais forte

A decisão do Governo do Panamá de proibir a pesca com espinhel pelágico (aquele que prende de 800 a 1200 anzóis em uma linha mestre em enormes distancias) é mais uma prova que o desenvolvimento da pesca amadora gera muito mais divisas do que a pesca comercial.

Ou seria mera coincidência uma determinação que, de certa forma, deve afetar a produção do pescado e o lucro de diversas empresas?

Os panamenhos concluiram que os filés dos marlins e sailfishs abatidos para o comércio são muito menos lucrativos do que os mesmos exemplares vivos e fisgados por um turista.

Esse turista/pescador irá movimentar muito mais dinheiro por meio da compra de pacotes turísticos, que geram empregos à população local e desenvolvem as regiões.

Isso tudo segue uma lógica, fácil de ser entendida.

"Estamos empenhados em manter o nosso país como destino mundial da pesca", afirma o secretário nacional da SENACYT (Secretaria Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação) do Panamá, Ruben Berrocal.

E ele está certo.

A preocupação do Panamá rendeu elogios de diversas fundações globais da pesca e também ganhou aplausos de nós, da Pesca & Companhia.

Afinal, olhando para o próprio cenário local da pesca esportiva, vemos que existe ao menos "uma leve" tendência a incentivar o desenvolvimento do turismo da pesca com amparo governamental.

Temos o exemplo bem recente publicado no portal Pesca & Companhia a respeito da criação de pacotes turísticos específicos para a pesca em Corumbá (MS). Confira neste link: http://revistapescaecompanhia.uol.com.br/noticias/noticias.aspx?c=3526

A cidade mais representativa da região sul do Pantanal primeiro se pôs contra a "Lei da Pesca Predatória" em clara preferência de priorizar a preservação e, conseqüentemente, a manutenção dos melhores exemplares em suas águas no Rio Paraguai.

Mas, como vemos, no caso brasileiro temos Corumbá, e ainda como exemplo Cáceres (MT) e Foz do Iguaçu (PR) com a proibição do abate do dourado, como cidades 'isoladas' no meio de uma imensa riqueza pouquíssima explorada. Ao contrário do Panamá, que agora tem sua lei de âmbito nacional.

Vitórias expressivas ou apenas "pequenas" da pesca amadora tendem a ser cada vez mais constantes em todo mundo.

Que o Brasil, por meio de seu Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), desperte para uma mentalidade mais moderna e menos conservadora.

E isso só irá acontecer se nós fizermos a nossa parte.

Novidades estão por vir...

É só aguardar! 

Escrito por Lielson às 13h07
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Histórico