10/03/2011


Vergonha e dúvidas

O político Nereu de Campos Botelho, ex-prefeito de Várzea Grande (MT) e ex-Deputado Estadual, ganhou destaque no portal Pesca & Companhia por ter sido flagrado com 72 kg de pescado no Pantanal.

Botelho foi preso após denúncia anônima. Ele estava no “Pesqueiro Paraíso”, em Cáceres, quando policiais ambientais o abordaram.

Clique aqui para ler a história completa!

É triste de se ver e de se noticiar que um político descumpre as leis nacionais e também do Estado que por quatro anos foi representante em Brasília (DF).

Mais triste ainda é apurar que Botelho tem um histórico de problemas investigados e confirmados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), e ainda saber de sua má reputação perante a população de Várzea Grande.

O que preocupa é se a maioria dos nossos políticos segue o exemplo de Botelho e, mesmo que em um momento de lazer, não cumpre regras.

De Botelho deveria no mínimo partir o exemplo de preservação das espécies, de alguém preocupado e comprometido com o meio ambiente.

Estranhezas

Em novo contato com a PMA de Cáceres descobrimos que pacus e piraputangas eram as espécies que totalizaram os 72 kg de pescado abatido – 62 kg a mais do que é permitido pela Licença de Pesca Amadora.

Os pescadores sabem que para somar 72 kg de pescado, de pacus e piraputangas, precisa de muito, mas muito peixe...

Logo, é verdade, a PMA não soube informar exatamente a quantidade de dias que Botelho estava pescando no Pantanal.

Mesmo assim é estranho. E esse dado seria interessante para fazermos contas.

Como alguém sozinho com apenas varas de molinete ou carretilha conseguiu fisgar tantos peixes?

Afinal, sabemos que há tempos o Pantanal não está tão bom para peixe assim...

Seria Botelho um expert em pesca?

Ao saber da denúncia e pela facilidade com que se entregou, segundo a PMA, será que a história está contada por inteira?

Não sabemos.

Vale lembrar também que Botelho é filho de Nhonhô Tamarineiro, o último dos coronéis que comandaram Mato Grosso nos tempos do partido da ditadura, o ARENA.

Poder, portanto, não falta na história de sua família.

Lielson Tiozzo é jornalista e repórter da Pesca & Companhia

Escrito por Lielson às 14h11
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